Educação científica: a chave para o desenvolvimento
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Artigos
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09-04-2010 |
 Publicado em: Revista Linha Direta
04/2010
por Álvaro Albuquerque - Diretor Executivo da RITLA

Costuma-se dizer que, no mundo contemporâneo, o capital mais importante de um país é o conhecimento. produzi-lo, contudo, depende de boa formação. A ausência de uma educação científica de qualidade pode comprometer o desenvolvimento das inteligências necessárias a um mundo que demanda conhecimento e mentes inovadoras. Grandes descobertas como o mapeamento do DNA e a invenção da Internet são frutos de uma cadeia pedagógica e científica que começa na pré-escola, chega à universidade e continua em programas de pós-graduação e pesquisa. Afinal, Einsteins, Flemmings, Chagas, Lattes, não surgem da noite para o dia.
Ainda que o Brasil mostre, em diversas pesquisas, sérios problemas na esfera educacional e, em especial no ensino científico e tecnológico, são muitos os esforços desenvolvidos para superá-los. Os Estados e Municípios têm atuado na busca da valorização científica, mesmo enfrentando diferentes tipos de obstáculos. Esses esforços devem ser sistematizados e organizados em âmbito nacional, para, então, subsidiarem a formulação e implementação de políticas e ações que estabeleçam a importância da educação científica. Em fevereiro, participei do Fórum de Secretários Estaduais da Ciência e Tecnologia, no Rio Grande do Norte, no qual se debateu a situação da Ciência e Tecnologia no país e os desafios a serem enfrentados. Dentre eles, a necessidade de fortalecimento das parcerias, a construção de políticas e a tradução das atividades do setor para a sociedade.
O Brasil dispõe hoje de excelentes cientistas que se dedicam ao ensino das ciências e que começam a serem convocados para enfrentar vários desafios. Assim como outras organizações, a RITLA vem se mobilizando com o objetivo de oferecer sua experiência e cooperação internacional no setor ao governo brasileiro e aos demais Estados-Membros, com a convicção de que as novas condições políticas, mesmo diante das limitações econômicas, possam criar um clima favorável para a instauração de ações promissoras em Ciência e Tecnologia. Não podemos esquecer que diante do cenário mundial, de concentração de renda e exclusão social, é vital que estas novas tecnologias, e as oportunidades que elas criam, possam ser usadas para reduzir o abismo entre os que tem acesso e os que não tem acesso a elas, como também aqueles que interatuam com os meios e os recursos, modificando-os e intervindo ativamente com eles. A educação científica da atualidade é marcada pelo grande avanço na produção de novos conhecimentos e pela introdução de novas tecnologias, alterando os padrões estabelecidos e que resultam em mudanças em todos os setores da sociedade. Os instrumentos criados pelas novas tecnologias dependem essencialmente de recursos humanos capacitados para acessar informações e transformá-las em conhecimento e inovação.
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01-04-2010 |
Publicado em Folha de S. Paulo
01/04/10
Por Jorge Werthein
A discussão sobre educação precisa incluir a proposta de uma política de Estado específica para educação, ciência e tecnologia.
DEU NO "El País". Os espanhóis discutem um pacto social e político para a educação. Partidos políticos, administradores públicos, sindicatos, associações de pais, entre vários outros grupos de diferentes colorações políticas, debatem o papel da escola pública, a carreira de professor, um diagnóstico da situação educacional na Espanha e o investimento que o governo espanhol faz em educação, entre diversos temas.
Os debates parecem infindáveis, e parcela expressiva da população já se queixa da demora. Quer ver o quanto antes um acordo que permita elevar a qualidade educacional do país -reclama, por exemplo, do desempenho de seus jovens no Pisa, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que afere o domínio em língua, matemática e ciências. Um breve olhar sobre essa discussão inevitavelmente remete à América Latina em geral e ao Brasil em particular: os problemas, em certa medida, se assemelham. A diferença está no fato de que lá, diferentemente daqui, o debate, ainda que inconcluso, já se estabeleceu. Está na ordem do dia.
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A cadeia produtiva da educação
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15-03-2010 |
Publicado em JB Online
15/03/10
Por Carlos Alberto Chiarelli
RIO - Trabalhar com educação é uma arte e uma ciência que envolve não apenas professores, pais e alunos. Preparar as aulas, produzir o conteúdo e levar conhecimento a quem interessa é um processo que engloba uma longa e entrosada cadeia produtiva, principalmente no caso da educação a distância, conhecida pela sigla EAD.
Nela, tudo começa com um projeto específico no qual professores, roteiristas, diretores, produtores, gráficas, designers, publicitários, jornalistas, entre outros profissionais, discutem a melhor maneira de elaborar uma simples aula.
A ampliação do uso do EAD significa inúmeros ganhos para o Brasil, uma vez que o emprego de novas tecnologias permite levar o saber a muitos, em qualquer lugar, na hora que for mais adequada. E, em um país com distâncias geográficas enormes como o nosso, esse é um fator relevante.
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24-02-2010 |
Publicado em: O Popular/GO
23/02/10
Por Jorge Werthein
Os dados do IBGE sobre acesso à internet e posse de telefone móvel para uso pessoal confirmam: a inclusão digital ainda é um desafio sob vários aspectos no Brasil. Constatou-se que houve crescimento substancial no número de conectados, porém ainda existem 104,7 milhões de brasileiros excluídos do mundo digital, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008 e divulgada no final do ano passado.
A expansão da renda e do crédito possibilitou que o número de brasileiros com acesso à rede mundial de computadores aumentasse 75% em três anos, passando de 32 milhões para 56 milhões de pessoas. No mesmo período, 30 milhões de brasileiros adquiriram, pela primeira vez, um celular. O total de brasileiros com linha individual soma 86 milhões – aumento de 53,6% em comparação a 2005.
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É preciso mais que um ensino médio
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22-02-2010 |
Publicado em: O Estado de S. Paulo/SP
20/02/10
por Jorge Werthein
Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, recentemente divulgados, acendem o sinal amarelo para essa etapa da formação escolar no Brasil. Quase metade dos 2,6 milhões de estudantes que fizeram a prova em 2009 obteve notas inferiores aos 500 pontos estabelecidos como média pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame. O pior desempenho foi em Matemática (57,7% dos participantes ficaram abaixo da média), seguido de Ciências Humanas, ou seja, História e Geografia (49,8% não alcançaram os 500 pontos), Ciências da Natureza, que incluem Química, Física e Biologia (48,7% também ficaram aquém da média) e Linguagens, as quais avaliam leitura e língua portuguesa (cJorge Werthein om 47% sem atingir essa mesma faixa de corte).
A verdade é que, nas quatro áreas avaliadas, os estudantes tiveram desempenho medíocre. Como poderão obter êxito na etapa seguinte, isto é, no nível superior? Mais preocupante ainda: como enfrentarão, depois, o mercado de trabalho, cada vez mais competitivo? Chega a ser um enigma como enfrentam, hoje, os diversos desafios da sociedade contemporânea. Os resultados do Enem refletem uma carência que tem origem ainda no ensino fundamental: não temos uma educação compatível com as demandas do mundo contemporâneo.
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