Reportagem mostra realidade dos brasileiros online e desconectados
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Notícias
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16-03-2010 |
Publicado em BBC Brasil
16/03/10
O Brasil conta com 56 milhões de usuários da internet, de acordo com dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os conectados está a publicitária e blogueira de São Paulo Andreza Magalhães.
Andreza conta que é usuária da maioria das ferramentas online, entre elas Twitter, Facebook, blogs, e que se conecta também pelo smartphone. Ela agiliza a própria vida ao pagar contas, comprar passagens aéreas, entradas de cinema e até fazer compras no supermercado via internet.
Para Andreza, a vida de quem não tem acesso à internet pode ser difícil, inclusive para conseguir empregos.
"Hoje tem muitas vagas (oferecidas) via internet. Inclusive até mailing de amigos, sempre (alguém) recebe (a notícia): tem uma vaga em tal lugar. Se esta pessoa não está conectada, ninguém vai pegar o telefone e falar que tem uma oportunidade", disse.
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Portabilidade desafia os avanços de código
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16-03-2010 |
Publicado em Jornal do Commercio PE
16/03/10
No ano em que o Código de Defesa do Consumidor faz 20 anos, o usuário ainda enfrenta problema para migrar para outro plano de saúde ou mudar de operadora sem modificar o número do celular
Com a criação do Código de Defesa do Consumidor, que completa duas décadas este ano, quem tem dor de cabeça com fornecedores de produtos ou serviços ganhou um instrumento de cobrança. Apesar desse aliado, os direitos dos consumidores continuam sendo atacados. Um exemplo disso é a quantidade de queixas sobre a demora das empresas em cumprir as novas resoluções que garantem as portabilidades numérica (possibilidade de o usuário mudar de operadora sem trocar o número) e dos planos de saúde. Em funcionamento desde 2009, as normas têm o código como base para aplicação. Porém, aqueles que querem usufruir delas reclamam do aumento da espera pela mudança e da limitação do serviço. Ontem, Dia do Consumidor, quem enfrenta problema parecido não tinha o que comemorar.
No caso da portabilidade numérica, em vigor no Estado desde fevereiro do ano passado, a dificuldade está no descumprimento do prazo de até cinco dias úteis, fixados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para efetivação dos pedidos de migração. O estudante de medicina Guilherme Dantas, 21 anos, conta que ficou sem celular ao fazer o pedido. Me informaram que levaria cinco dias. Não cumpriram o prazo e ainda desativaram meu número. Cheguei a ficar sem telefone , lembra. A troca da Oi para a TIM levou duas semanas.
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Exclusão digital pode prejudicar economia brasileira, dizem especialistas
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16-03-2010 |
Publicado em G1 - Globo.com
16/03/10
Aumento no acesso à banda larga poderia trazer crescimentos no PIB do país.
Com apenas um terço de sua população com acesso à internet e um índice de penetração de banda larga menor que o de países como Argentina, Chile e México, o Brasil corre o risco de ver seu crescimento econômico comprometido devido a este atraso, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.
De acordo com dados do IBGE, mais de 65% dos brasileiros com mais de dez anos de idade não acessam a rede mundial, sendo que a grande maioria destes (60%) não o faz por não saber como ou por não ter acesso a computadores.
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08-02-2010 |
Publicado em Correio Braziliense
08/02/10
Por Igor Silveira
Tecnologia assistiva é a denominação dada à área da ciência que se dedica ao desenvolvimento de soluções e equipamentos que facilitam a vida de deficientes físicos. Edital lançado recentemente pela Finep prevê o repasse de R$ 10 milhões para projetos de pesquisa no setor
Fazer com que uma pessoa tetraplégica consiga subir escadas sem a ajuda de ninguém ou permitir que alguém que perdeu os movimentos das mãos digite um texto no computador. Existe um ramo da ciência que se dedica a proporcionar mais acessibilidade e, consequentemente, direito à cidadania aos deficientes físicos. Conhecido como tecnologia assistiva, o setor, para se desenvolver no Brasil, ainda depende de iniciativas de apoio do governo, como o edital publicado no fim do mês passado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As propostas contempladas dividirão R$ 10 milhões, o que representa a esperança de que surjam novas soluções que ajudem na inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência física.
Quando o Estado patrocinou projetos na área pela primeira vez, em 2005, ferramentas importantes foram incorporadas à rotina de cadeirantes, cegos e surdos, como a bengala com um sensor que faz uma varredura no caminho seguido pelo deficiente visual e emite um alarme sonoro no caso de obstáculos. Desenvolvido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univale), em Santa Catarina, o dispositivo traz o grande diferencial de avisar o usuário quando há a presença de objetos no alto, evitando que a pessoa bata a cabeça em orelhões e placas de trânsito, por exemplo. Alunos do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana, em São Paulo, também desenvolveram uma bengala eletrônica que consegue identificar não só obstáculos, mas as cores dos objetos.
O chefe do Departamento de Tecnologias Sociais da Finep, Maurício França, explica que as tecnologias assistivas são de absoluto interesse da sociedade e que muitas empresas de pequeno e médio portes trabalham na criação de projetos do tipo. Por isso, a intervenção do governo é fundamental, já que as pesquisas tecnológicas custam muito caro. As ideias dos cientistas variam de simples protocolos fisioterápicos a softwares que auxiliam a acessibilidade. As invenções envolvem tecnologia de ponta e aparelhos que permitem uma vida com menos obstáculos a esse público.
Na primeira vez que lançamos o edital, há cinco anos, recebemos cerca de 200 propostas e muitas ideias interessantes. Esse tipo de ajuda financeira é fundamental para que o país tenha avanços significativos no campo da ciência. Não estamos interessados em apoiar, por exemplo, controles automáticos para abrir ou fechar uma cortina. Estamos falando de projetos prioritários, que vão melhorar a vida de milhões de pessoas , garante França. Ele ressalta, ainda, que os estudos podem levar ao desenvolvimento de equipamentos mais baratos e acessíveis a uma grande parcela da população que acaba excluída por causa do baixo poder aquisitivo.
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